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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

HEPATITE INFECCIOSA CANINA

A hepatite infecciosa canina ou doença de Rubarth é uma infecção
produzida por um vírus a animais susceptíveis, como raposas e cães novos.
Esta doença está associada a uma necrose controlobular do fígado, perihepatite infecciosa, perturbações cardiovasculares, ascite, etc.
Foi primeiramente assinalada em raposas e posteriormente em cães.
Somente em 1947, como resultado das investigações de Rubarth na Suécia, foi que
apareceu a hipótese de se considerar a  encefalite enzoótica das raposas e a
hepatite infecciosa dos cães como doenças idênticas (HIPÒLITO & FREITAS,1964).
 A Hepatite infecciosa Canina (HIC) é causada pelo adenovírus canino tipo
1(CAV-1) já há muito tempo é reconhecido como causa de necrose hepática aguda
em cães.
 A incidência da moléstia clínica  causada por CAV-1 é atualmente muito
baixa,devido a eficácia dos procedimentos de vacinação. Anticorpos neutralizadores
anti-CAV-1 também são detectados em cães maturos vacinados, sugerindo ser
disseminada exposição natural ao vírus (ETTINGER & FELDMAN, 2004).
 O CAV-1 é adquirido através de exposição oronasal. Ele é encontrado em
todos os tecidos sendo eliminado em todas as secreções durante uma infecção
aguda. Ele também é eliminado por pelo menos 6 a 9  meses na urina após a
recuperação.É altamente resistente à  inativação e à disseminação permitindo
consequentemente a disseminação através de fômites e ectoparasitas (BIRCHARD
& SHERDING.,1998).
 Após a exposição oronasal, o CAV-1  causa viremia e se dissemina para
todos os tecidos, especialmente destinando-se aos hepatócitos e às células
endoteliais.
 A lesão endotelial pode afetar  qualquer tecido, mas o CAV-1 é
particularmente notado por seus efeitos  no endotélio corneano,glomérulos renais e
endotélio vascular (ETTINGER & FELDMAN, 2004).
 Os cães agudamente doentes tornam-se moribundos e morrem dentro de
horas.
Um curso de 5 a 7 dias caracteriza-se por febre de 39,5 a 41°C, vômitos,
diarréia, dor abdominal, tonsilite - faringite, linfoadenopatia e edemas cervicais, tosse
(pneumonite) e diátese hemorrágica (petéquias e equimose epistaxe, melena). 
Podem ocorrer sinais no sistema nervoso central (SNC)(desorientação, depressão,
estupor, coma, e ataques convulsivos) como resultado de encefalopatia hepática de
hipoglicemia ou de encefalite não-supurativa (BIRCHARD & SHERDING,2003).
 Em casos de infecção aguda ou após a recuperação de uma infecção
inaparente podem ocorrer sinais que incluem edema corneano (nublação corneana,
também chamada de “olho azul da hepatite”) e uveíte anterior ( blefaroespasmo,
inflamação, miose e glaucoma complicante) (BIRCHARD & SHERDING,2003).
  Embora o diagnóstico definitivo não seja essencial para um tratamento bem
sucedido pode ser confirmar A HIC por meio de testes sorológicos, de isolamento
viral, estudos imunofluorescentes ou histopatologia (BIRCHARD &
SHERDING,1998).
  O tratamento recomendado é o tratamento suporte até que possam ocorrer
recuperação a partir do estágio agudo de infecção e regeneração hepatocelular. Isso
geralmente requer uma fluidoterapia que utilize de soluções suplementadas com
potássio e dextrose, tratamento para encefalopatia hepática e antibióticos para
complicações bacterianas secundárias (BIRCHARD & SHERDING,1998).
 A vacinação é altamente efetiva  na prevenção da infecção por CAV-
1.Administre pelo menos duas doses em um intervalo de 3 a 4 semanas com 8 a 10
semanas e com  12 a 14 semanas de idade.Geralmente combine a vacina com as
vacinações contra cinomose. Recomenda-se a revacinação anual, embora a
imunização inicial persista por toda a vida (ETTINGER & FELDMAN, 2004). 
Devido à doença ser de fácil transmissão e seu tratamento sintomático,
devemos tomar alguns cuidados especiais como fazer a vacinação dos animais,
desinfecção dos locais onde o animal vive, com vapor quente, vassouras de fogo e
desinfetantes quaternários a base de amônia, não se esquecendo de se desfazer
dos objetos do animal.
BIBLIOGRAFIA
BICHARD, S. J; SHERDING, R. G.  Clínica de Pequenos Animais. São Paulo:
Roca, 2003. p.1835-1836;
ETTINGER, S. J; FELDMAN, E. C. Tratado de Medicina Interna Veterinária. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. p.135-136;
HIPÓLITO, O; FREITAS.M.  Doenças Infecto – Contagiosas dos Animais
Domésticos. Edições Melhoramentos. 1964. p. 464;
BICHARD, S. J; SHERDING, R. G.  Clínica de Pequenos Animais. São Paulo:
Roca, 2004. p.133-1134; 

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